Quis um dia acordar e perceber que tudo já era passado
Que o que um dia nos uniu havia escapado
Qual calor de Verão que nos revitaliza mas depois desvanece
Mas nada em ti é passageiro.
Permaneces em mim e recusas partir,
Como se soubesses que por minha vontade nunca partirias
Mesmo que devas. Mesmo que seja o melhor para ambos.
Este néscio coração recusa olvidar-te
Por isso apenas me resta esperar que o tempo
Apague as marcas que deixaste em mim.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
Chegou a hora de inalar a frescura nocturna que me purifica.
Ao respirar fundo sinto clarear a mente, e com um arrepio,
desperto os sentidos que o cansaço desse dia entorpecera.
Chegou a hora de te sentir chegar.
Arrepiar-me ainda mais, desta vez com o calor do teu abraço.
Olhar para ti e saber que nesse momento tudo faz sentido,
mesmo sabendo que ao primeiro raio de sol tudo terá desaparecido.
Enquanto a noite durar os sonhos podem ser reais,
enquanto este refrigério durar, sentirei a tua pele quente.
Não consigo adormecer com medo de perder um segundo que seja
deste alívio de te ter aqui,
da alegria que sinto por estarmos finalmente sós.
Permaneces acordado comigo, ambos mudos de palavras, sedentos de olhares.
Conversamos noite fora, num diálogo mudo feito de gestos, sorrisos, beijos e olhares.
Por fim ergue-se o sol e o que resta do refrigério da noite
em breve desvanecerá perante o calor que o dia emana.
Chegou a hora de te ver partir...
Ao respirar fundo sinto clarear a mente, e com um arrepio,
desperto os sentidos que o cansaço desse dia entorpecera.
Chegou a hora de te sentir chegar.
Arrepiar-me ainda mais, desta vez com o calor do teu abraço.
Olhar para ti e saber que nesse momento tudo faz sentido,
mesmo sabendo que ao primeiro raio de sol tudo terá desaparecido.
Enquanto a noite durar os sonhos podem ser reais,
enquanto este refrigério durar, sentirei a tua pele quente.
Não consigo adormecer com medo de perder um segundo que seja
deste alívio de te ter aqui,
da alegria que sinto por estarmos finalmente sós.
Permaneces acordado comigo, ambos mudos de palavras, sedentos de olhares.
Conversamos noite fora, num diálogo mudo feito de gestos, sorrisos, beijos e olhares.
Por fim ergue-se o sol e o que resta do refrigério da noite
em breve desvanecerá perante o calor que o dia emana.
Chegou a hora de te ver partir...
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Este querer não te querer
Expulsando-te a cada instante da minha vida
Apenas para te convidar a voltar a cada suspiro
Escrever o teu nome numa lista de ausências
Para que cada gesto por mais pequeno que seja
Ganhe nova dimensão e eu possa assim dizer
Que me enganei a teu respeito
E dar por mim à procura de te inserir
No meu mundo, uma e outra vez
Numa luta sem sentido
Em que me recuso a baixar os braços e deixar-te partir
Jurando que não terás em mim lugar
para regressar.
Expulsando-te a cada instante da minha vida
Apenas para te convidar a voltar a cada suspiro
Escrever o teu nome numa lista de ausências
Para que cada gesto por mais pequeno que seja
Ganhe nova dimensão e eu possa assim dizer
Que me enganei a teu respeito
E dar por mim à procura de te inserir
No meu mundo, uma e outra vez
Numa luta sem sentido
Em que me recuso a baixar os braços e deixar-te partir
Jurando que não terás em mim lugar
para regressar.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Another sleepless night
Another sleepless night, as she felt the painful emptiness that haunted her. Perhaps a cigarette would be enough to relax and give her body a breach to give in and rest. Lately only exhaustion did the trick... She recalled the hours she had spent waiting for that god damn rest, for the moment when her mind would simply give her a break. Music didn't help anymore nor reading.
She knew she had always trouble falling asleep, ever since she was a child, but this was becoming troublesome. This way she would not be able to recover... not as fast as she was wishing for.
Tic tac.... another minute gone by... Tic tac... another hour...
The violins were now soft and gentle, bringing tears to her eyes. Emptiness... Something dark, something cold, something too close to feeling sad. What had she become? Lost in a string, crying over a chord? How many shades of black could she use to paint that moment?
Almost dawn... Tic tac... there is now a shade of blue... Tic tac... all she could hear were the violins trough her headphones...
Finally she started to feel her mind close to exhaustion. She smiled. 'almost there'.... Tic tac...
terça-feira, 20 de julho de 2010
Worlds apart as they head for a fall
Between breaths she made her resolve.
As she felt the smoke in her lungs everything seemed easier
The music she was listening had set the mood
The cold breeze of the night purified her mind
it was time.
There is the pain you feel and then there is the pain that is inflicted
For once he was responsible for inflicting that pain
For once he had decided to hurt her on purpose
and that was all too much for her to bear
There was no hope now for them to be able to cope
there are things that are simply doomed from the start
how could we ever believe it to be any other way?
how long could they prevent it any further?
Take mind, body and soul
make believe that you actually understand what these are
then throw everything in the garbage together with what you believe to be true
Together with your dreams and hopes
You really don't know anything... and I got tired of trying to explain it
We both had enough, let's stop then... let's call it the end.
domingo, 4 de julho de 2010
Janela
Há lugares que nos prendem
Cheiros que se entranham
Sabores que não se esquecem
Sons que perduram
Há uma janela, lugar de paz
pelo qual entra uma brisa fresca
que solta em mim a saudade,
o desejo, a dor, a alegria
Viajo então pelas noites passadas
que guardam tantas memórias desta vida
noites em que outros grilos cantavam
outros carros passavam
Só a paisagem quase não muda.
Há santuários só nossos
lugares mágicos que só nós desvendamos.
Há este meu quarto branco, com rasgos de cor,
que nas noites de verão me acolhe e me dá paz.
Nele tudo é mais simples, nele tudo é mais fácil
Nele há espaço para sonhar,
nele há vontade de contar...
(noites de verão @Milagres <3)
Cheiros que se entranham
Sabores que não se esquecem
Sons que perduram
Há uma janela, lugar de paz
pelo qual entra uma brisa fresca
que solta em mim a saudade,
o desejo, a dor, a alegria
Viajo então pelas noites passadas
que guardam tantas memórias desta vida
noites em que outros grilos cantavam
outros carros passavam
Só a paisagem quase não muda.
Há santuários só nossos
lugares mágicos que só nós desvendamos.
Há este meu quarto branco, com rasgos de cor,
que nas noites de verão me acolhe e me dá paz.
Nele tudo é mais simples, nele tudo é mais fácil
Nele há espaço para sonhar,
nele há vontade de contar...
(noites de verão @Milagres <3)
terça-feira, 8 de junho de 2010
Está tudo ao contrário. Os ponteiros do relógio andam para trás, a noite dá lugar ao entardecer, e as nossas mãos que quase se tocavam estão agora novamente distantes. É uma luta sem regras esta a que percorremos. Eu tento alcançar-te e como se areia fosses escorres entre os meus dedos sem que eu te consiga agarrar. Então eu deito-me na praia e divirto-me a deixar-te escorrer por entre os dedos enquanto procuro a memória dos dias em que te segurei. Mas as memórias não vêm. Não pode haver memória de algo que nunca existiu. Não importa, ao tentar agarrar a areia eu sinto o seu calor e posso fingir que ele existiu. Este gesto banal que exerço desde criança toma novas conotações. Olho para a mão em que repousam ainda alguns grãos... Será que eles estão mesmo lá ou não passam de uma ilusão? Volto a agarrar uma mão-cheia de areia e atentamente vejo-a escorrer. Os segundos que demora parecem horas de tanto que eu me quero agarrar a cada grão. Fecho os olhos por um segundo e quando os reabro vejo apenas uma mão vazia... Fugiste novamente. De que serve voltar a tentar agarrar-te?
domingo, 30 de maio de 2010
Bilhete...
Ouvindo "A Janela" de Rodrigo Leão...
Vou mostrar-te o universo. Ensinar-te as cores, beijar-te o cabelo encharcado de água salgada. Vou mostrar-te como o mundo pode caber na tua mão e só tens de fechar os olhos para acreditar no que sentes. Vou mostrar-te como o mundo é melhor só porque existes nele e vou deixar que o vento limpe as nossas mágoas enquanto nos fere a pele. Vou agarrar-te para que não caias, vou empurrar-te para que arrisques, vou esconder-te quando te quiser só para mim e vou mostrar-te a toda a gente quando sentir orgulho em ti. Vou dançar uma dança sem fim em que nos apoiamos mutuamente e em que os nossos corpos sejam apenas a continuação um do outro e não dois elementos em separado. E vou ouvir-te. Hoje e sempre eu estarei lá para te ouvir. Chorarei quando chorares e rirei quando rires. E a tua gargalhada dar-me-á força nas horas escuras. A tua voz doce dar-me-á paz quando estiver inquieta e o teu toque quente provocará arrepios na minha pele fria. Reservarei a tinta da minha caneta para escrever a tua história, o meu ombro para apoiares a cabeça e o meu sorriso para quando te vir chegar…
não que esteja a pensar nisso... mas podia ser um bilhete para o meu futuro filho... =)
Vou mostrar-te o universo. Ensinar-te as cores, beijar-te o cabelo encharcado de água salgada. Vou mostrar-te como o mundo pode caber na tua mão e só tens de fechar os olhos para acreditar no que sentes. Vou mostrar-te como o mundo é melhor só porque existes nele e vou deixar que o vento limpe as nossas mágoas enquanto nos fere a pele. Vou agarrar-te para que não caias, vou empurrar-te para que arrisques, vou esconder-te quando te quiser só para mim e vou mostrar-te a toda a gente quando sentir orgulho em ti. Vou dançar uma dança sem fim em que nos apoiamos mutuamente e em que os nossos corpos sejam apenas a continuação um do outro e não dois elementos em separado. E vou ouvir-te. Hoje e sempre eu estarei lá para te ouvir. Chorarei quando chorares e rirei quando rires. E a tua gargalhada dar-me-á força nas horas escuras. A tua voz doce dar-me-á paz quando estiver inquieta e o teu toque quente provocará arrepios na minha pele fria. Reservarei a tinta da minha caneta para escrever a tua história, o meu ombro para apoiares a cabeça e o meu sorriso para quando te vir chegar…
não que esteja a pensar nisso... mas podia ser um bilhete para o meu futuro filho... =)
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