quinta-feira, 30 de junho de 2011
Do presente para o passado, com amor...
Queria dizer que o passado no passado ficou e acabaram-se os remorsos do que não se chegou a viver. Contudo, mais do que as memórias do que nunca chegou a existir, há um mundo de coisas que trouxeste contigo. E se o meu olhar chegava já tão longe, contigo o horizonte estava tão próximo como o estender de um braço, ali mesmo ao alcance da minha mão. Então resta-me sorrir porque apenas o nosso mundo acabou, mas não tudo o que com ele aprendi, e se um dia aprendi a sonhar, hoje aprendo a viver.
Hoje é apenas mais uma noite em que o frio me envolve e me entristece. O frio não é real entenda-se, é apenas fruto de uma ausência. Vivo no vácuo compreendes? Foi onde fiquei a pairar depois da tua despedida. Ou espera… Terá sido da minha? Já não interessa, o nosso mundo acabou e com ele foi embora a necessidade de explicações.
Sinto agora que em frente é o caminho, sempre em frente, sem esquerdas nem direitas, sem olhar para trás e sem recear o que virá do que ainda não consigo ver. Passaram-se meses e o mundo afinal não mudou. Afinal ficou tudo igual, apenas se cometeram mais erros do que se devia. E afinal, no fundo foi tão bom assim. Foi tão bom errar, tal como é bom agora sentir o sabor da liberdade. Afinal sou forte, mesmo sem ti. Oh e se um dia só tu percebias, o tempo e a distância encarregaram-se de nos afastar tanto que toda essa compreensão parece apenas uma memória esbatida perdida num passado longínquo. Ou espera… Teremos sido nós os culpados desse afastamento? Já não interessa, o nosso mundo acabou, e com ele tudo o que um dia foi explicação para algo que nunca se conseguiu realmente explicar…
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