quinta-feira, 30 de junho de 2011

Do presente para o passado, com amor...

Jane e Jack 'Maybe we shouldn't hold each other any more'


Queria dizer que o passado no passado ficou e acabaram-se os remorsos do que não se chegou a viver. Contudo, mais do que as memórias do que nunca chegou a existir, há um mundo de coisas que trouxeste contigo. E se o meu olhar chegava já tão longe, contigo o horizonte estava tão próximo como o estender de um braço, ali mesmo ao alcance da minha mão. Então resta-me sorrir porque apenas o nosso mundo acabou, mas não tudo o que com ele aprendi, e se um dia aprendi a sonhar, hoje aprendo a viver.
Hoje é apenas mais uma noite em que o frio me envolve e me entristece. O frio não é real entenda-se, é apenas fruto de uma ausência. Vivo no vácuo compreendes? Foi onde fiquei a pairar depois da tua despedida. Ou espera… Terá sido da minha? Já não interessa, o nosso mundo acabou e com ele foi embora a necessidade de explicações.
Sinto agora que em frente é o caminho, sempre em frente, sem esquerdas nem direitas, sem olhar para trás e sem recear o que virá do que ainda não consigo ver. Passaram-se meses e o mundo afinal não mudou. Afinal ficou tudo igual, apenas se cometeram mais erros do que se devia. E afinal, no fundo foi tão bom assim. Foi tão bom errar, tal como é bom agora sentir o sabor da liberdade. Afinal sou forte, mesmo sem ti. Oh e se um dia só tu percebias, o tempo e a distância encarregaram-se de nos afastar tanto que toda essa compreensão parece apenas uma memória esbatida perdida num passado longínquo. Ou espera… Teremos sido nós os culpados desse afastamento? Já não interessa, o nosso mundo acabou, e com ele tudo o que um dia foi explicação para algo que nunca se conseguiu realmente explicar…

domingo, 29 de maio de 2011

Violinos e algodão doce


Violinos e algodão doce. Não mais que um sonho, um salto, e uma gargalhada. Um acorde repetido até à exaustão num piano antigo de teclas altas e frias. Caminho por entre a erva alta e as flores selvagens. Hoje vou pegar num livro, quero mergulhar numa história… Hoje vais dizer-me ao ouvido que voltas amanhã e o meu sorriso não se vai apagar mais. Ah, violinos e algodão doce. Olho o céu e os tons com que o consigo pintar, desde violeta a laranja, transpõem-me para um quadro que só existe na minha mente. Só um suspiro me prende aqui, assim que o ar se libertar vou viajar para longe. Queres vir? Ouve os violinos. Ah como é bom o algodão doce… Bem sei que vou encontrar-te, sentado no chão encostado àquela árvore em que nos conhecemos. O acorde do piano agora é outro, vai mudando com as estações. Um dia foi confuso, depois doce e agora é turbulento, como será a seguir? O sonho tornou-se realidade, dei o salto e transpus essa barreira que os separava e só se ouviu a minha gargalhada ao tocar no chão e ver que me esperavas. Ali esperavas tu, tal como eu sempre soube, com algodão doce numa mão, encostado à árvore, e o som dos violinos e do piano soava cada vez mais alto na minha mente…

terça-feira, 29 de março de 2011

Não somos mais que um estorvo
no caminho para a nossa felicidade.
Não somos mais que um estorvo
que nos bloqueia a vista e nos impede
de ter a percepção de um horizonte
que diante de nós se apresenta
Estorvos de nós mesmos, assim ficaremos
sem nunca alcançar o que de facto queremos.