E então fechei o olhos e sorri.
Vi com a alma as cores que o vento me trazia
Senti o seu cheiro e memorizei a sua textura
Parecia seda a roçar na minha pele
Doce, carinhosa
Inspirei esse ar que tinha esse perfume que é teu
Que torna tudo mais alegre porque desperta os sentidos
E a lembrança desse corpo de criança adulta regressa
Percorrendo cada pedaço dessa pele salgada, as minhas mãos não encontravam descanso
O calor que ela emanava conseguia aquecer o meu corpo gelado
Do frio que me percorria da solidão que me invadia e que teimava em não me abandonar
Mas então chegaste e o frio foi desvanecendo tornado-se apenas uma leve aragem numa noite de verão
Dessas que nos arrepiam mas que sabem bem porque refrescam
E dão vontade de beber mais do que o necessário para saciar a sede
Um aroma que permanece nos meus lábios
Uma nota solta num piano num bar de jazz
Um odor que se entranha na minha pele e faz parte de mim
Um toque morno que dá alento
Um pôr do sol em tons violeta
Agridoce...
"E então fechei o olhos e sorri."
ResponderEliminaro Primeiro dos passos para nos deixar sonhar. Aquilo que às vezes nos permite manter o equilibrio no meio de tanta confusao...
Ainda bem que sentes o cheiro, ainda bem que o reconheces...às vezes as mãos são dadas sem que um unico gesto seja feito, às vezes os corpos tocam-se sem se ter dado um unico passo!
Isto é bom...o que quer que seja, sabe bem...mas nao acontece sempre...va-se la saber poqrue!
Bjao gand
P.S como e que ninguem ainda comentou o teu poema???